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29 de Fevereiro 2024
Social Media marketplaces: como vender nas redes sociais

Artigo AICEP

Rapidez e comodidade para os utilizadores e visibilidade e oportunidades de negócio para as empresas são algumas vantagens dos social media marketplaces, isto é, das plataformas de vendas integradas nas redes sociais.

Este modelo de marketplace é uma forma de dinamizar as vendas em e-commerce, cativando potenciais clientes através das redes sociais: o utilizador vê o produto e faz a compra diretamente na plataforma.

Para ser bem-sucedido neste tipo de marketplaces é importante saber como funcionam e como potenciar a sua marca junto dos milhares de utilizadores destas plataformas.

O que são social media marketplaces?

Estar presente num social media marketplace é diferente de ter uma página numa rede social que direcione para o site da marca que dão a conhecer determinado produto ou serviço.

Os social media marketplaces (ou marketplaces das redes sociais) são funcionalidades de compras integradas nas plataformas de redes sociais. Podem ser comparados a montras online, que permitem aos utilizadores dessa rede social conhecer os produtos e a marca e comprar imediatamente, sem serem direcionados para a sua loja virtual.

No fundo, funcionam como qualquer outro marketplace onde a sua empresa tenha uma loja online, sendo que, neste caso, o público-alvo são os utilizadores dessa rede social.

Como funcionam?

O objetivo é que tudo se passe em poucos cliques e sem sair da rede social. São apelativos para os consumidores na medida em que tornam a experiência de compra mais rápida. Para as empresas interessadas em aderir, o processo também é facilitado.

Os social media marketplaces disponibilizam as suas próprias ferramentas de design para a criação das lojas, bem como sistemas para finalização de pagamentos.

Por exemplo, nos marketplaces do Meta (Facebook e Instagram), a integração de novas lojas já só é possível se a funcionalidade “Finalizar o pagamento com o Facebook ou o Instagram" estiver ativada, o que significa que não podem ser efetuados pagamentos fora desta modalidade.

Após o cliente fazer o pagamento, o marketplace faz a cobrança e envia a retribuição para o vendedor, depois de aplicada uma taxa de processamento. 

Quais são os principais?

Com o surgimento de mais redes sociais, multiplicam-se também as possibilidades de criação de novos social media marketplaces. Por enquanto, há três a destacar: Facebook Shops, Instagram Shopping e Pinterest Shop.

Facebook Shops

Para entrar no marketplace do Facebook é necessário criar uma loja na plataforma. Depois, através da funcionalidade Gestor de Comércio, terá de criar as suas coleções. Cada uma tem de ter pelo menos dois produtos, um nome e uma descrição (embora seja opcional, é recomendável). Após a criação da coleção, o Facebook revê o seu conteúdo, para verificar que está conforme as suas Políticas de Comércio, mas o processo demora menos de 24 horas.

Ao criar uma loja no Facebook Shops, o utilizador tem a possibilidade de adicionar públicos personalizados às suas campanhas de anúncios, isto é, de direcionar os anúncios para as pessoas que viram ou compraram os seus produtos nas lojas do Instagram e do Facebook.

Este marketplace permite também obter estatísticas sobre o desempenho das suas vendas ou produtos mais populares. Dá acesso a dados sobre tráfego, comportamento de compra, vendas e localização dos clientes, mas permite também analisar as métricas de conversão. Isto é, saber que produtos ou formatos (como vídeo, Reels ou vendas em direto) geraram vendas.

Instagram Shopping

Neste marketplace, o utilizador começa por configurar a loja e um catálogo de produtos, que pode ser partilhado com o da loja do Facebook. Neste catálogo podem ser incluídos detalhes do artigo, imagens e vídeos. O Instagram aconselha que os produtos da loja tenham “descrições cativantes, pelo menos quatro imagens ou vídeos de alta resolução e, no mínimo, três atributos como cor, tamanho ou material e informações de envio precisas”.

Uma das funcionalidades mais interessantes do Instagram Shopping é poder identificar os seus produtos nos vídeos e nas publicações que faz nesta rede social. Se publicar uma foto ou um vídeo com determinado artigo, o utilizador só terá de clicar nessa publicação para poder comprar o produto. Num simples Reels (vídeo de 15 segundos) é possível identificar até 30 produtos. O Instagram Shopping também permite configurar e promover ofertas promocionais.

Pinterest Shop

O Pinterest é uma rede social um pouco diferente das anteriores, já que é usada, sobretudo, para encontrar inspiração e descobrir algo novo e diferente.

A própria plataforma refere que “97% das pesquisas no Pinterest não têm marca”. O que significa que quem recorre ao Pinterest Shop procura ver algo que goste e não de um artigo específico de determinada marca.

Para abrir uma loja online é necessário criar um catálogo com os produtos que pretende vender. Se já usa o Shopify ou o WooCommerce o processo é mais fácil, já que, associando a conta nestas plataformas à conta da empresa no Pinterest, o catálogo é adicionado imediatamente.

A API de compras é outro recurso útil para a loja no marketplace do Pinterest, já que facilita a gestão quando são necessárias várias atualizações diárias em questões como preços ou stock.

Esta plataforma também permite a criação de anúncios de compras – com informações sobre preços, disponibilidade de produtos e avaliações — ou de coleções (em que são sugeridos outros artigos relacionados com o que se está a comprar). As estatísticas de conversão são outra das funcionalidades disponíveis neste marketplace.

Que oportunidades oferecem os marketplaces das redes sociais?

A visibilidade dada por estas plataformas é a principal oportunidade, dado que permite a qualquer marca ter um alcance maior do que teria apenas com a sua loja online.

Como os social media marketplaces proporcionam uma experiência de compra rápida e simples — com menos passos, mas também com menos tempo para “arrependimentos” ou adiamento da decisão de compra — poderá ser mais fácil transformar cliques em vendas e menos provável ter artigos esquecidos no carro de compras.

Estas plataformas oferecem também funcionalidades, como a integração com as publicações, que potenciam as conversões: ou seja, um produto identificado numa foto ou vídeo será mais facilmente vendido. 

A possibilidade de interação com os clientes, por exemplo, através do Facebook Messenger, é outra vantagem. Não só personaliza a experiência para o consumidor, como pode ajudar a esclarecer dúvidas e a tornar mais ágil o processo de compra.  

As estatísticas fornecidas por estas plataformas são outro recurso importante para conhecer os consumidores e ajustar a sua estratégia de vendas. Poderá também segmentar os anúncios ou as promoções segundo as informações obtidas.

São ferramentas úteis para a internacionalização?

Estes marketplaces, por terem um alcance global, são importantes para alcançar novos mercados, desde que tenha em conta as especificidades de cada um, nomeadamente no que respeita à língua.

A presença num marketplace obriga sempre a ter em conta aspetos como as questões logísticas ou o serviço pós-venda, bem como boas práticas de marketing para poder destacar-se entre outros vendedores.

As estratégias de e-commerce internacional e o conhecimento dos mercados onde pretende vender são outros pontos fundamentais para ter sucesso nestes marketplaces.

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