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02 de Dezembro 2022

Meios de pagamento internacionais: as opções para empresas

Artigo AICEP

A cobrança pode ser um dos pontos mais sensíveis no comércio internacional, pelo que, para acautelar qualquer risco, é fundamental conhecer os meios de pagamento internacionais a que as empresas podem recorrer neste processo.

O sucesso na exportação depende bastante da agilidade no processo de pagamento ou recebimento, já que só assim é possível garantir a necessária liquidez. Um dos riscos da internacionalização é, justamente, a possibilidade de algo correr menos bem nesta etapa. Como garantir que um cliente, a milhares de quilómetros de distância, efetua o pagamento de forma atempada e dentro das condições acordadas? E o pagamento deve ser feito antes ou depois do envio? 

Estas questões encontram resposta nos vários meios de pagamento internacionais usados por empresas em todo o mundo, que facilitam a cobrança. 

Quais os principais meios de pagamento internacionais? 

Entre as opções existentes, há que garantir que a solução encontrada, além de minimizar os riscos, é a mais adequada para a sua empresa. A escolha da melhor modalidade depende de fatores como os valores da transação, as regras cambiais em vigor, o custo da transação bancária, o grau de confiança entre ambas as partes e o poder de negociação de cada uma. 

O pagamento antecipado (ainda antes do envio da mercadoria) ou o envio da documentação através de um banco são meios frequentemente utilizados.  

Pagamento antecipado

Este meio de pagamento internacional é, do ponto de vista do exportador, o mais seguro, uma vez que este recebe o valor (total ou parcial) da venda ainda antes do embarque da mercadoria.

Esta solução pode ocorrer, por exemplo, quando o exportador precisa de recursos financeiros para avançar com a produção ou para garantir os preços de matérias-primas. Se a empresa exportadora tiver um grande poder de negociação, (devido à posição no mercado, preço praticado ou outro fator diferenciador), também pode recorrer a este meio de pagamento. É igualmente uma opção comum no comércio eletrónico. 

Para os importadores, porém, esta pode não ser a opção mais atrativa, já que acaba por assumir todos os riscos da operação.  

Uma transação com pagamento antecipado tem início com uma fatura proforma onde consta, entre outras informações, a forma como é feito o pagamento e se este é total ou parcial. O importador efetua o pagamento e, após receber, o exportador começa a operação, preparando a encomenda, tratando dos processos aduaneiros e do respetivo envio/embarque. 

De seguida, procede à emissão dos documentos de exportação, remetendo-os ao cliente. Quando a carga chega ao destino, o importador, caso seja necessário, trata das questões aduaneiras e retira a mercadoria.  

Remessa direta

Ao contrário do que acontece no caso anterior, este meio de pagamento internacional é apelativo para o importador, mas menos interessante para quem exporta, já que acaba por assumir todos os riscos. 

Na remessa direta (ou sem saque), o vendedor envia a mercadoria, remetendo depois os documentos como a fatura comercial, o conhecimento de embarque, o certificado de origem, entre outros. Esta opção é feita sem qualquer tipo de intermediação a nível bancário.

O facto de não existir saque pode ser problemático, já que este título de crédito, também conhecido como cambial, letra de câmbio ou draft, segue padrões internacionais. Na posse deste documento, o exportador pode fazer um protesto internacional e intentar uma ação judicial contra o importador, se o pagamento não cumprir o combinado.

Não existindo saque, o risco aumenta, dado que não há uma garantia de que o pagamento vai ser feito. Como já tem todos os documentos ainda antes de pagar, o importador pode desalfandegar a mercadoria mesmo sem a ter pago.  

Ao escolher este meio de pagamento, o exportador envia a mercadoria ainda antes de receber o pagamento, o importador pode recebê-la ainda antes de a pagar, e só depois de já estar na posse dos bens, faz a remessa financeira para o exportador.   

Crédito documentário

Neste meio de pagamento internacional existe a intermediação de um banco, que faz a gestão de toda a correspondência de documentação realizada entre o exportador e o importador. 

Assim, a intermediação tem início quando o importador formaliza a encomenda e o exportador começa a prepará-la.

O importador solicita junto do banco a abertura de um crédito documentário (a carta de crédito); este aprova o pedido e envia o documento para o banco do exportador, que procede à sua autenticação e a comunica ao seu cliente. A seguir, o exportador faz o envio da mercadoria e notifica o seu banco, que, por sua vez, remete a documentação para o banco emitente (ou seja, o do importador).

Após receber e verificar que está tudo em conformidade, entrega-os ao importador, efetuando-se o pagamento da encomenda.

Outros meios de pagamento internacionais 

Ainda no que respeita aos pagamentos internacionais, é importante mencionar o factoring. Neste caso, o banco ou entidade financeira (o factor) notifica o devedor e efetua a gestão e cobrança, mas pode adiantar à empresa exportadora o valor total ou parcial da fatura, o que pode ser importante para garantir liquidez.  

As transferências internacionais são outro meio de pagamento a que as empresas podem recorrer, mas há que ter atenção aos custos associados a esta opção. 

Para avaliar a melhor opção é igualmente importante um conhecimento dos mercados de destino, bem como de eventuais riscos. O registo na MY AICEP dá acesso a ferramentas de apoio à internacionalização fundamentais para esta avaliação.

Veja também:

Exportação de A a Z: um guia para descodificar o comércio internacional

Sistema REX: o que é e qual a sua importância nas exportações

O que esperar da AICEP no apoio à exportação?

 

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