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18 de Janeiro 2024
Quais as principais tendências do e-commerce B2B e B2C?

Artigo AICEP

Novas tecnologias, novos hábitos de consumo e uma importância crescente no relacionamento com o cliente (seja no B2B ou B2C) aumentam os desafios e reforçam a necessidade de estar a par destas transformações. Afinal, o que está a mudar? O que espera as empresas que escolheram ou ponderam escolher o e-commerce como forma de se afirmarem internacionalmente? 

Na Conferência Exportar Online, organizada pela AICEP no passado dia 21 de junho, no Convento de São Francisco, em Coimbra, foram discutidos vários aspetos sobre a temática “Empresas, Marketplaces e Tecnologia: como o E-commerce está a ser transformado”.   

Carla Viana, Vice-Presidente da Digital Marketers - Associação de Profissionais de Marketing Digital, falou sobre “O futuro do comércio B2B e B2C: tendências e previsões para os próximos anos” e identificou alguns aspetos a que as empresas que procuram a internacionalização através do e-commerce devem estar atentas. Conheça as essenciais.

5 tendências do e-commerce B2B e B2C

A tecnologia parece estar cada vez mais presente no dia a dia e a sua crescente utilização não é uma moda passageira. Por isso, é importante que as empresas olhem com mais atenção para todas as suas possibilidades e desafios, preparando-se para o futuro.

“Passámos do homo sapiens para a machine sapiens e ainda só estamos no início”, sublinhou a especialista, lembrando que a tecnologia não é uma tendência, é algo que veio para ficar. Esta certeza, garante, aplica-se tanto ao ao mercado B2C e B2B como ao C2C ou mesmo ao Consumer to Government.

Assim, e embora seja difícil prever o futuro, há tendências e estratégias que estão a tornar-se mais vincadas e que as empresas, independentemente da etapa de internacionalização em que se encontrem, devem conhecer.

Ver o mercado do ponto de vista do cliente

A verdade é que todos acabamos por ser consumidores e, para garantir sucesso no comércio online ou offline, é necessário olhar para o mercado pelo ponto de vista dos clientes.

Isto passa por identificar as necessidades e desejos dos consumidores, tendo em conta que, muitas vezes, o desejo se sobrepõe à necessidade. Ir ao encontro dessas necessidades e desejos pressupõe que se faça um esforço cada vez maior para conhecer o consumidor. Isto pode ser feito de várias formas:

  • Definir uma estratégia e um posicionamento para a empresa e determinar como quer ser percecionada pelos consumidores;
  • Conhecer o meio envolvente, quer seja na escala local, quer a nível global. A informação sobre o que nos rodeia é fundamental;
  • Simplificar a relação com o consumidor;
  • Colocar-se no lugar do cliente e viver a experiência de compras online para perceber quais são as deficiências e os fatores críticos de sucesso.

Coexistência do online/offline

Os mercados estão a ser impulsionados pela tecnologia e as empresas que apostam na tecnologia ganham vantagem competitiva. Numa era marcada pela digitalização, há novos players a concorrer com negócios e atividades que têm muitos anos no mercado. Se estes não aproveitarem as oportunidades trazidas pela internacionalização, estarão a perder vendas, negócios e clientes.

No entanto, o offline não terminou e não se prevê que desapareça. Por isso, é possível ter uma relação complementar entre o online e offline e, através de estratégias omnicanal, ganhar vantagem competitiva. Esta complementaridade também fará com que o consumidor tenha experiências e personalizações que serão completamente diferentes das que existem atualmente.

Segundos que fazem a diferença

É cada vez mais difícil conseguir captar a atenção dos consumidores, porque a tendência para o multitasking está a aumentar e vai agravar-se.

A geração Y tem um tempo de atenção de 9 segundos, o que significa que o tempo necessário para captar a atenção destes potenciais clientes é cada vez mais curto. Para as novas gerações, tudo se resume a micro momentos em que procuram obter, de forma imediata, a informação que pretendem sobre o produto que procuram. Caso contrário, vão fazer nova pesquisa.

Os micro momentos devem ser bem aproveitados pelas marcas, já que é nesses segundos ou minutos que se cria a relação e se tomam decisões de compra. Para que sejam úteis e rápidos, estes momentos devem ser em formato de imagens de qualidade irrepreensível e vídeos, cuja duração depende de fatores como o conteúdo e a relevância que têm para quem está a ver. Os vídeos, tal como as imagens, têm de ter qualidade, devendo também ser dada atenção a aspetos como a legendagem, voz off ou tradução.

Menos redes sociais

Segundo o Digital Global Report, existe uma tendência para que, em 2030, as empresas passem a trabalhar não em 5 ou 6 redes sociais, como atualmente, mas em apenas uma ou duas.

Esta mudança pode ser motivada por dois fatores. Por um lado, é insustentável para as empresas conseguirem trabalhar de forma eficaz com tantas redes sociais. Por outro, existe um certo desagrado por parte do consumidor em ver repetidamente os mesmos conteúdos, ainda que com outro tipo de linguagem, nas diversas páginas da mesma marca.

No futuro, as marcas podem abandonar alguns canais e centrar-se noutros, que garantam mais resultados.

Mais ética e transparência

O que acontece na internet fica lá para sempre? No caso das empresas e marcas, esta é uma questão cada vez mais importante e, por isso, não devem descurar o seu rasto digital. Se algo correu menos bem, basta uma pequena pesquisa para que o potencial cliente encontre registo dessa situação, seja em notícias ou reviews de outros consumidores.

Por outro lado, se os seus atos contradizem os valores que publicitam, os consumidores vão reparar e não vão esquecer, sendo até expectável que manifestem o seu desagrado.

Para que a sua marca não seja “cancelada”, há que estabelecer e pôr em prática uma política baseada na ética e na transparência. Valores como a sustentabilidade e a inclusão são apreciados, desde que sejam praticados.

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