Passar para o conteúdo principal
Campo Obrigatório
26 de Março 2020

Coronavírus: Reações do mercado do Reino Unido às medidas anunciadas

AICEP

Reino Unido

O “Office for Budget and Responsability” (OBR) alertou os membros do parlamento para o facto de que alguns negócios irão inevitavelmente falir. Robert Chote, Chairman do OBR, informou os membros do parlamento de que esta situação se assemelha a uma situação de guerra para as finanças públicas.

O FTSE 100 registou uma queda de 5,3 por cento, apesar das medidas sem precedentes anunciadas por Rishi Sunak para ajudar as empresas e famílias. Alguns analistas do “London Capital Group” afirmam que a magnitude da pandemia é superior à esperança do estímulo. Apesar da queda geral, as ações das cadeias de supermercados subiram hoje, um efeito reativo às declarações do Chanceler sobre a carga fiscal, a Sainsbury´s cresceu 8,7 por cento, Marks & Spencer 16 por cento e Morrisons 6 por cento. No entanto a Tesco caiu 1,4 por cento e Ocado 0,84 por cento.

Apesar do valor da libra já se encontrar em queda antes da presente pandemia, o Covid-19 contribuiu e muito na condução da moeda ao nível mais baixo desde 1985, sendo este um dos maiores declínios da sua história, com uma pequena exceção em outubro de 2016. Registou uma queda de 1,47 por cento face ao Euro e de 2 por cento face ao Dólar.

As ações de empresas relacionadas com o mercado do lazer registam grandes perdas, consequência das declarações do governo sobre a suspensão de eventos públicos, tendo por exemplo a JD Sports que caiu 4,2 por cento. As redes de cinema Odeon, Cineworld e Picturehouse decidiram encerrar em todo o Reino Unido. Estas cadeias possuem mais de 200 salas de cinema. Informaram também que mesmo antes do aviso, as bilheteiras tiveram uma quebra de vendas na ordem dos 50 por cento entre este fim-de-semana e o anterior.

Os setores da restauração e do turismo registam também quedas contínuas. Mark Jones, diretor executivo da rede de restaurantes do Carluccio’s, proprietário de 73 restaurantes em todo o Reino Unido e Irlanda, reforçou a emergência de todos os pedidos de apoio ao setor, pois sem apoio estatal a sua rede pode ter que ir para um encerramento de estabelecimentos em larga escala. A ministra da Economia da Irlanda Do Norte, Diane Dodds, alerta para uma queda alarmante de atividade no setor do turismo, sensivelmente 3.000 empresas do setor poderão não sobreviver sem apoio estatal imediato.

A retalhista Laura Ashley, uma cadeia de moda com 2.700 funcionários e mais de 150 lojas no Reino Unido, deu indicação ao conselho de administração para suspender as ações do grupo. A retalhista informa que se encontra na eminência de colapsar se não conseguir apoios imediatos.

Campo Obrigatório