Digitalização
Fonte(s): IMD- World Competitiveness Ranking, 2024Português
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Conheça a maturidade digital, as estatísticas de compras online e o perfil do consumidor em e-commerce neste mercado.
França tem um ambiente muito propício aos negócios digitais e tem registado uma evolução favorável nos últimos anos. Tal traduziu-se numa subida de sete lugares no Ranking de Competitividade Digital, tendo alcançado o 20º lugar em 2024. Segundo o ranking, o país destaca-se na tecnologia, onde se posiciona em 18º lugar e tem na preparação para o futuro a sua componente com maior margem de melhoria, alcançando o 23º lugar. Em 2023, a taxa de penetração da internet superou em 14,9 pp a média mundial (69,3%) e a dos smartphones em 45,8 pp a média mundial (51,2%). Em 2028, a taxa de penetração da internet deverá aumentar para os 88,9% e a dos smartphones manter-se nos 97,0%.
(12/2024)
-
20 / 67
-
54,5 milhões
Utilizadores de internet
Fonte(s): Statista Digital Market Outlook, 2023 -
84,2 %
Taxa de penetração de internet
Fonte(s): Statista Digital Market Outlook, 2023 -
97 %
Taxa de penetração de smartphones
Fonte(s): Statista Digital Market Outlook, 2023
O mercado francês é maduro e atrativo no que respeita ao e-commerce. Os indicadores refletem o seu potencial de crescimento com o valor das compras a continuar a aumentar, bem como o gasto médio online por comprador. Em 2028, a percentagem de consumidores via e-commerce deverá atingir 62,5% da população, acima da média mundial (47,4%), da europeia (53,1%) e de Portugal (38,5%).
(12/2024)
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28,8 milhões
Compradores online
Fonte(s): Statista Digital Market Outlook, 2023 -
52,8 %
Compradores online no total da população
Fonte(s): Statista Digital Market Outlook, 2023
Prevê-se que as compras online dos franceses continuem a crescer e um ritmo mais elevado. Comparativamente, o crescimento médio anual de 2024-2028 (9,2%) será superior em 7,3 pp que o verificado em 2020-2024. No que toca à categoria de produto, de 2024 a 2028, será a Alimentação a registar o maior crescimento médio anual (16,0%). Por outro lado, a categoria de Media apresentará o pior desempenho médio anual (-1,8%) no período de referência.

Fonte(s): Statista, outubro 2024
(12/2024)
O gasto médio dos franceses em compras via e-commerce é muito atrativo e prevê-se que atinja os 2 190 USD em 2024, devendo registar um crescimento médio anual de 4,4% até 2028. Este valor é largamente superior às previsões de consumo online para a média mundial (1 620 USD), Portugal (1 685 USD) e Europa (1 845 USD) para 2024. Naturalmente, a distribuição do valor por categoria de produtos difere conforme cada e-mercado.

Fonte(s): Statista, outubro 2024
(12/2024)
Os franceses utilizam sobretudo o computador e o smartphone para comprar online. Concentram-se entre os 25 e os 54 anos (67%) e repartem-se uniformemente pelos três escalões de rendimento; as mulheres compram ligeiramente mais do que os homens (51% versus 49%).
Além disso, o consumidor francês:
- Domina as tecnologias e confia no comércio eletrónico doméstico e transfronteiriço;
- Reconhece um impacto positivo do comércio eletrónico no seu dia a dia e 62% dos e-consumidores recorre ao m-commerce;
- Realiza, em média, 5 compras online por mês (produtos e serviços), segundo a FEDAV;
- Adquire, preferencialmente, os serviços online de: transportes (comboio, avião, autocarro), alojamentos/ estadias, bilhetes de lazer e cultura e serviços financeiros;
- Gosta de comparar a oferta e valoriza consideravelmente o preço na tomada de decisão, sendo o value for money o principal critério de satisfação;
- Pesquisa na internet, consulta as reviews e, em alguns casos, gosta de tocar e experimentar os produtos antes de encomendar online;
- Está cada vez mais à vontade em marketplaces e aprecia a diversidade da oferta. Apesar disso, França ainda é dos e-mercados europeus com menor concentração das vendas em marketplaces (29%);
- Espera que toda a informação sobre os produtos ou serviços e o apoio ao cliente sejam na sua língua nativa (francês);
- Apresenta preferência pela produção nacional e por produtos intracomunitários, estando disposto a pagar um pouco mais por isso;
- É influenciado pelas redes sociais, especialmente aquelas que mais utiliza (Facebook, WhatsApp, Instagram, Snapchat, TikTok, Youtube e X);
- Tem elevadas exigências face à rapidez de entrega e ao seu custo (gratuita), considerando a logística um fator-chave na decisão de compra (88% dos e-consumidores);
- Opta por receber as suas encomendas no domicílio (78%) ou por levantar num ponto pick-up (71%);
- Adere fortemente ao consumo de produtos em segunda mão (cerca de 45% dos e-consumidores terão adquirido pelo menos um produto em segunda mão em 2023), sobretudo no setor da moda;
- Tem grandes preocupações ambientais, sendo tendência falar-se de neutralidade carbónica (Net Zero), consumismo ecológico e entregas ecológicas.
Fonte(s): ICEX, FEVAD, DataReportal, ITA, Ecommerce Mag
(01/2025)
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