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Casos de Sucesso: Recer

Pavimentos e revestimentos que já chegam a 60 países

Nas instalações da Recer há um showroom que deixa os visitantes a imaginar um novo chão ou uma parede revestida de azulejos, dos mais coloridos aos mais sóbrios. Os pavimentos e revestimentos cerâmicos desta empresa já chegam a cerca de 60 países dos cinco continentes. Em Portugal, alguns dos projetos mais emblemáticos podem ser vistos na Fundação Champalimaud e nos painéis de Sete Rios, em Lisboa, ou na Rua do Azulejo em Ovar.

Quando foi fundada, em 1977, a Recer começou por apostar na produção de pavimentos e revestimentos cerâmicos para o mercado português, mas a empresa cedo percebeu que tinha de atravessar fronteiras, recorda o diretor comercial desta empresa de sucesso, Jorge Rodrigues.

A decisão de exportar foi uma decisão estratégica, motivada por uma ambição de crescimento. Portugal não absorvia toda a nossa capacidade de produção, estávamos dependentes de um só mercado e optámos por diversificar o risco, procurar outras latitudes e outros mercados.

Hoje a Recer vende para mais de 60 países, fatura mais de 26 milhões de euros por ano e emprega 370 trabalhadores. O volume de exportações da Recer ronda atualmente os 60% e a Europa é o principal destino, sobretudo França, Alemanha, Reino Unido e Espanha. A empresa, com sede em Oliveira do Bairro, é totalmente composta por capitais portugueses, maioritariamente de acionistas da região. O seu processo de internacionalização começou cedo e passou muito por uma grande aposta no design e numa oferta muito diversificada e capaz de se adaptar a vários mercados e diversos gostos. “Temos 2516 referências distintas de pavimentos e revestimentos cerâmicos, portanto cobrimos um leque bastante alargado tanto ao nível da oferta de soluções técnicas como decorativas”, sublinha Jorge Rodrigues.

Os países europeus continuam a ser o principal destino das exportações da empresa, mas nos últimos anos a Recer tem intensificado a posta no outro lado do Atlântico. “Os Estados Unidos e o Canadá são mercados importantíssimos, que estamos cada vez mais a explorar e a tentar desenvolver, mas temos clientes em África, na Ásia, no Médio Oriente, América Latina, um pouco espalhados por todo o mundo”, adianta Jorge Rodrigues.

Antes de abordar um mercado a empresa procura avaliar sobretudo a concorrência e o tipo de produto mais aceite em cada país. Jorge Rodrigues adianta que um dos primeiros passos é identificar quem são os principais atores no mercado dos materiais de construção, conhecer a concorrência e o tipo de produto que poderá ter mais sucesso. “A partir daí vamos estudando e evoluindo, nalguns mercados somos bem-sucedidos, noutros temos algumas lacunas”.

Nem sempre os problemas que surgem ao longo do processo são os que se esperavam à partida. O diretor comercial da Recer recorda, por exemplo que no caso do Brasil ou do Egito o mercado foi estudado, os concorrentes e distribuidores no mercado dos materiais de construção identificados, mas as barreiras alfandegárias eram de tal forma elevadas que acabaram por inviabilizar o sucesso da exportação para estes países.

Ao longo dos últimos anos a Recer criou também uma equipa dedicada à internacionalização, adianta Jorge Rodrigues.

Lentamente fomos crescendo e hoje dispomos de equipas mais alargadas em termos de backoffice e de area managers que estão dedicadas a vários mercados.

 Para além disso, a Recer tem também investido na participação em feiras, nomeadamente a Cersaie, que decorre todos os anos em Bolonha, Itália, e que é uma montra mundial de pavimentos e revestimentos cerâmicos.

Ao longo dos últimos anos a empresa estabeleceu também parcerias com centros tecnológicos e universidades, nomeadamente a Universidade de Aveiro e o Centro Tecnológico da Cerâmica e do Vidro. “No nosso portefólio dispomos de produtos para alto tráfego que podem ser usados em aeroportos, centros comerciais, hotéis, e esses produtos têm que ter características diferentes daqueles que utilizamos nas nossas residências”, sublinha Jorge Rodrigues. “É aí que temos contado com o apoio do centro tecnológico e com a Universidade de Aveiro.”

A Recer tem também criado projetos especiais de grande dimensão, tais como os que se encontram na Fundação Champalimaud em Lisboa, no edifício Saraya Tower nos Emirados Árabes Unidos, na Assembleia Nacional de Angola ou no Comité Olímpico de Moçambique. O fundamental para quem quer atravessar fronteiras, conclui Jorge Rodrigues, é fazer muito bem o trabalho de casa e a identificação das oportunidades, “porque estes processos não são baratos e exigem muito tempo e dinheiro até que se consiga ver algum resultado”.

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