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Casos de sucesso: Cheto

Máquinas-ferramentas à conquista do mundo

A Cheto Corporation nasceu para atravessar fronteiras, não podia ser de outra maneira. Fabricante de máquinas industriais de furação profunda e fresagem, usadas sobretudo na indústria dos moldes mas também no setor petrolífero, a empresa dirige-se aos clientes certos, mais do que aos mercados geográficos. Só em 2019 instalou 21 das 140 máquinas que tem espalhadas por todo o mundo.

Na nave industrial da Cheto Corporation não há a azáfama que muitas vezes se associa a uma fábrica, nem barulho intenso, nem linhas de montagem. Os engenheiros e técnicos preparam as máquinas industriais onde se pode entrar e ficar de pé, quase todas terão como destino clientes nos mercados internacionais.

Numa das paredes podem ver-se as fotografias daquele que foi um dos dias mais importantes da história da empresa. Estávamos em 2017 quando a Cheto Corporation inaugurou a nova casa, um centro tecnológico em Loureiro, Oliveira de Azeméis, com 10 mil metros quadrados, que representou um investimento de cerca de 3 milhões de euros. É ali que hoje a empresa de máquinas industriais desenvolve todas as suas atividades de engenharia, assemblagem de componentes e formação de funcionários e clientes.

Cerca de 95% da faturação da Cheto Corporation provém do setor dos moldes, embora a empresa tenha clientes na área da indústria petrolífera, nomeadamente na Suécia e na Noruega. Boa parte da sua faturação, que mais do que duplicou desde 2015 e que em 2019 ultrapassou os 9 milhões de euros, está relacionada com as vendas a clientes em Itália, Estados Unidos, Canadá, Índia ou China. Carlos Teixeira, administrador da Cheto Corporation, sublinha que essa lista de países tem vindo a aumentar, e que em 2019 a empresa vendeu pela primeira vez máquinas para França e para a Roménia.

“Temos feito também uma aposta no mercado brasileiro, que tem surtido alguns efeitos, e na Alemanha, porque é um país que começa a reconhecer-nos como uma referência no setor. Temos tido aí algum sucesso, apesar de ser um mercado bastante exigente”, adianta.

Quase todos os meses a empresa é visitada por clientes ligados ao setor dos moldes de vários países, desde a Coreia do Sul ao Japão, passando pelo México, Brasil, África do Sul ou a China, que começa a ser um grande consumidor dos equipamentos desenvolvidos pela Cheto. “Estas máquinas de fresagem horizontal têm uma característica especial que é a furação profunda, um processo crítico na produção dos moldes em que é necessária a utilização de brocas longas, com um comprimento e precisão fora do normal”, explica Carlos Teixeira. Ao todo, integram cerca de 11.000 componentes comprados em mais de 200 fornecedores, alguns em países como Alemanha, Itália ou Espanha mas a maior parte em Portugal. Quando são instaladas, as máquinas industriais da Cheto Corporation integram cerca de 65% de produtos nacionais.

A procura de novos clientes e o processo de internacionalização da empresa tem passado muito pelas grandes feiras internacionais do setor da metalomecânica. É assim desde que a empresa foi fundada, em 2009. “Portugal é um mercado importante, temos vários produtores de moldes e somos o oitavo exportador a nível mundial, mas percebemos desde logo que não podíamos ficar só por cá”, recorda Carlos Teixeira.

As nossas primeiras abordagens, em termos de mercados, foram sempre as feiras internacionais. Ainda hoje continua a ser esse o nosso ADN comercial, as exposições com stands próprios em diversas feiras mundiais. Passamos 80% do tempo a falar com o estrangeiro e o restante com Portugal. A internacionalização é o nosso dia-a-dia, e a nossa empresa não sobrevive sem a internacionalização.

Para além da participação em feiras, a Cheto Corporation tem procurado captar a atenção das redes de distribuidores nos diferentes países de empresas especializadas na venda de equipamentos industriais. “Cada produto tem que ser analisado e há que perceber bem as redes de distribuição, os mercados para onde vamos vender, as condições de venda para cada país e a própria língua, que às vezes é um problema na nossa internacionalização”, adianta Carlos Teixeira. “É muito importante conhecer a especificidade do mercado e ter cuidado na análise dos distribuidores e do futuro parceiro.”

Tendo em conta a especificidade das máquinas da Cheto Corporation, as principais dificuldades com que a empresa se tem deparado estão relacionadas com o transporte e a preparação de toda a documentação necessária, sobretudo quando se trata de enviar equipamentos para fora da União Europeia. “Temos de ter pessoas com esse conhecimento que nos ajudem, porque muitas vezes existem falhas ao nível documental por desconhecimento e por falta de experiência”, alerta Carlos Teixeira.

Para o administrador da Cheto é também fundamental promover adequadamente os equipamentos industriais, e é sobretudo nessa área que a empresa tem contado com o apoio da AICEP.

A AICEP tem permitido chegar à melhor forma de promoção dos produtos, que é estarmos nas feiras internacionais, é podermos elaborar estudos de mercado e fazer uma abordagem específica ao setor e ao tipo de cliente que procuramos. Esse papel de facilitador tem sido fundamental para o nosso sucesso e crescimento.

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