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Vinhos José Maria da Fonseca

“Nunca pôr os ovos todos no mesmo cesto”, afirma António Maria Soares Franco.

Uma história de 185 anos não se conta de um trago. É feita de ciclos, avisa António Maria Soares Franco, administrador da José Maria da Fonseca, que já fez chegar vinhos como o Periquita, Lancers, BSE ou Alambre Moscatel de Setúbal a mais de 70 países. A empresa tem um volume de negócios que ronda os 24 milhões de euros e exporta cerca de 70%. Foi a primeira em Portugal a vender vinho engarrafado porque, para José Maria da Fonseca, essa era “a forma civilizada de apresentar os objetos”.

Fundada em 1834, a José Maria da Fonseca é uma empresa familiar que já vai na sétima geração. O Brasil é, ainda hoje, o principal mercado de exportação, embora sem o peso de outros tempos. Quando ocorreu o crash da Bolsa de Nova Iorque, que deu início à Grande Depressão de1929, o vinho deixou de ter lugar em muitas mesas daquele país. A empresa, que vivia em pleno o “ciclo do Brasil”, ressentiu-se. Não há internacionalização sem aprendizagem, e para António Maria Soares Franco, essa foi a primeira lição:

Nunca pôr os ovos todos no mesmo cesto.

A situação melhorou após a II Guerra Mundial com o lançamento do vinho rosé Lancers, criado pelo enólogo António Porto Soares Franco. Começava o “ciclo do rosé”. A empresa já não estava dependente de um mercado, mas o seu sucesso era agora determinado por uma marca.

A nova fase de internacionalização dá-se já em 1985, com a construção de um centro de vinificação com capacidade para 6,5 milhões de litros de vinho. A José Maria da Fonseca chama-lhe “ciclo dos mercados estratégicos”, um ciclo em que a empresa apostou noutras regiões para além da Península de Setúbal, como o Alentejo, Douro ou Dão.

O Brasil continua a ser o principal mercado, seguido da Suécia, Itália, Canadá e Estados Unidos. Nos últimos anos a empresa tem apostado nos mercados asiáticos, nomeadamente a China. “Estamos sempre à procura de colocar mais uma bandeirinha, mais um sítio onde os nossos vinhos possam estar presentes. Mas diria que o nosso trabalho do dia-a-dia é muito mais gerir os mercados e as relações comerciais que já temos”, diz António Maria Soares Franco.

A empresa profissionalizou-se, criou uma equipa dedicada à exportação e tem investido na produção em grande quantidade de vinhos como o Periquita, JMF, BSE, João Pires, Terras Altas, Pasmados, Quinta de Camarate e, claro, o Moscatel.

Para António Maria Soares Franco, é a combinação entre história e capacidade de inovação que levou ao sucesso da empresa e à sua capacidade para enfrentar momentos difíceis. “Normalmente costuma dizer-se que a primeira geração cria, a segunda mantém e a terceira destrói. Mas nós já vamos em sete gerações e com perspetiva de continuar por muitas mais. Portanto, o maior sucesso é termos conseguido fazer toda esta história”.

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