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Campo Obrigatório
11 de Janeiro 2024

A sustentabilidade do calçado e do têxtil português

AICEP

Multisetor

Focadas na sustentabilidade e na regeneração da natureza, as empresas da Fileira Moda investem em diferenciação e inovação como forma de reforçarem o seu compromisso para com o meio ambiente.

Os setores do calçado e do têxtil confecionado (vestuário e acessórios) lideram na mudança, tirando partido do melhor que a natureza tem para oferecer. Apostando em novos processos de gestão e produção e em iniciativas visando a sustentabilidade, as empresas focam-se na responsabilidade social, ética e ambiental, valores representados na campanha MADE IN PORTUGAL naturally desenvolvida pela AICEP - Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.

Tradição com inovação no setor do calçado

Sendo hoje um setor dinâmico, que valoriza o passado e o tradicional, mas que se transformou numa indústria moderna voltada para o futuro, o setor do calçado tem desenvolvido uma estratégia de constante promoção internacional e apostado na construção de uma imagem coletiva, reconhecida a nível mundial como símbolo de qualidade, design e inovação. São vários os exemplos de empresas de calçado 100% “MADE IN PORTUGAL”.

A Lemon Jelly, do grupo PROCALÇADO S.A., produz botas para a chuva a partir de materiais recicláveis. Tal como o nome indica, as botas destacam-se pelo seu cheiro a limão e foram pensadas para o segmento da moda. A marca, totalmente vegan, reforça o seu compromisso com o ambiente através da Closing the Loop Iniciative. Sob o mote “Nada é destruído, tudo é transformado”, a marca dá uma nova vida a botas usadas, reutilizando os resíduos do calçado na produção de novas peças. A marca tem, ainda, uma linha de calçado reciclado, feita através do desperdício da produção (Reclycled Lemons).

As Portuguesas. É este o nome que dá vida à start-up que nasceu na incubadora da Amorim Cork Ventures numa parceria entre o grupo Amorim e o grupo Kyaia. A marca portuguesa foca-se na produção de calçado de qualidade, sustentável e amigo do ambiente, através da utilização de uma matéria-prima 100% natural que nasce de uma árvore e é recuperada a cada nove anos sem que a árvore seja cortada: a cortiça. O know-how da produção das solas é da Corticeira Amorim.

Detida pela Adriana Freitas, Unipessoal Lda., a ZOURI é uma marca de calçado eco-vegan que recorre a lixo plástico da costa portuguesa, juntamente com materiais ecológicos e sustentáveis, para a produção de sandálias e sapatilhas. A marca reuniu um grupo de 600 voluntários de instituições locais, Organizações Não Governamentais (ONG) e estabelecimentos de ensino com o objetivo de limpar a costa portuguesa. Como resultado, a ZOURI retirou em 2023 uma tonelada de plástico das praias portuguesas. Produzida em Guimarães, a marca é 100% “MADE IN PORTUGAL”.

A reinvenção do setor do vestuário e acessórios

O setor do vestuário e acessórios (têxtil confecionado) português vive em permanente reinvenção. Hábil a articular o moderno com o tradicional, o clássico com o design mais arrojado, a tecnologia com a capacidade de resiliência, mas também a cuidar dos recursos naturais que o planeta disponibiliza.

Estas são algumas das empresas de ADN português que diferenciam a oferta “MADE IN PORTUGAL”:

A Petratex foca-se em dois grandes pilares: indústria 4.0. e investimento contínuo em capital humano, inovação, tecnologia e digitalização dos processos. Na luta contra a produção excessiva, a Petratex trabalha on-demand, ou seja, produz em resposta à necessidade do cliente e de acordo com requisitos específicos. Ao reduzir a quantidade produzida, a empresa faz diminuir também a pegada de carbono. Opta, também, pela substituição do tradicional processo de dry cleaning pelo wet cleaning, que permite a utilização de água em vez de químicos solventes, e pelo aumento da vida útil do produto através da reparação de peças do cliente.

A marca IMPETUS conjuga uma oferta de underwear, beachwear e nightwear completa. A ProtechDry, linha de roupa interior 100% em algodão criada para revolucionar a patologia da incontinência ligeira, apresenta uma tecnologia patenteada e testada por diferentes instituições de referência na área da saúde. A coleção beachwear da marca recorre a tecnologia fast-dry, um tratamento especial aplicado à fibra que dispersa a água. A empresa fabrica ainda o polo da Hugo Boss com 87% de HeiQ AeoniQ™, o primeiro fio de celulose sustentável com resistência à tração e à abrasão.

A E Legend é uma marca portuguesa 100% sustentável que produz acessórios eco-lifestyle para homem e senhora a partir de stocks de tecidos antigos que estavam abandonados e de materiais reciclados. Os seus lenços de cetim são feitos a partir de garrafas plásticas recicladas encontradas nos oceanos e que foram transformadas num tecido suave e leve. Ao utilizar o tecido PET (poliéster reciclado) nas suas criações, a empresa dá nova vida a estes materiais e reduz a sua pegada ecológica.

A Chulé é uma marca portuguesa de meias com produção sustentável detida pela JMGW - The Portuguese Textiles, Lda. Na sua produção, a empresa usa algodão orgânico certificado, ou seja, que não tem químicos, contribuindo dessa forma para um ambiente mais ecológico.

A Play Up foca-se no design de peças de roupa que se adaptam ao crescimento da criança, utilizando fibras naturais (algodão orgânico, linho e cânhamo) e apostando em processos de transformação mais limpos, como por exemplo, os tingimentos naturais. Para reforçar o seu compromisso de regenerar a natureza, a Play Up implementou estratégias de combate ao desperdício têxtil e lançou o programa TAKE BACK, que consiste na recolha de peças usadas da marca, com vista a promover a circularidade da roupa, através de uma loja de venda em segunda mão. Além disso, lançou, uma coleção cápsula “Close the Loop” (incorporada na coleção de OI23), feita com fio obtido da reciclagem dos seus excedentes têxteis, totalmente reciclável.

Estas e outras empresas podem ser consultadas no diretório disponível em: portugalglobal.pt/portugalnaturally

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