Passar para o conteúdo principal
Campo Obrigatório
17 de Abril 2020

A situação económica de Cabo Verde

AICEP

Cabo Verde

De acordo com o relatório sobre as perspetivas económicas regionais da áfrica subsaariana (este ano influenciado pelos efeitos do COVID-19 no continente), estes países encontram-se a enfrentar uma crise económica e sanitária sem precedentes (que ameaça afastar a região da sua trajetória, revertendo os progressos encorajadores de desenvolvimento obtidos nos anos recentes).

O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que Cabo Verde tenha um crescimento económico negativo de 4 por cento este ano, acelerando para 5,5 por cento em 2021, com a dívida pública a aumentar para 132,5 por cento em 2020.

Na perspetiva do FMI, os países de recursos não intensivos devem ver o crescimento a abrandar de 6,2 por cento para 2 por cento, e dentro deste grupo, os países dependentes do turismo (como Cabo Verde, São Tomé e Príncipe ou as Ilhas Seicheles) deverão passar por uma quebra severa, com o PIB a contrair-se em 5,1 por cento depois de ter crescido, em média 3,9 por cento no ano de 2019.

A nível do crescimento nos países exportadores de petróleo deverá cair de 1,8 por cento em 2019 para -2,8 por cento este ano, o que revela uma queda de 5,3 pontos percentuais (PP) face ao relatório de outubro de 2019. O maior exportador da região, a Nigéria, deverá ver a sua economia cair para 3,4 por cento devido à queda do preço do petróleo e aos efeitos das medidas de isolamento social.

Prevendo um quadro de incerteza maior do que o habitual, o FMI antecipa que a áfrica subsariana registará um crescimento negativo de 1,6 por cento (o maior de que há registo) e 5,2 PP abaixo das previsões de outubro, e prevê que em 2021 o

continente volte ao crescimento, vendo o PIB expandir-se em média 4,1 por cento.

Segundo o FMI, a previsão de recessão para áfrica subsariana explica-se através de 3 grandes fatores, desde logo as medidas de contenção (que prejudicam a atividade económica), os efeitos do abrandamento da economia global (também ela em recessão este ano) e a forte queda do preço das matérias-primas (especialmente o petróleo), que aumenta os desafios em algumas das maiores economias dependentes de recursos, mormente Angola e a Nigéria.

Em reação a essa divulgação do FMI, o Vice-Primeiro Ministro e Ministro das Finanças, Olavo Coreia, avançou que estes cenários já estão ultrapassados, que os números estão a ser atualizados, semanalmente, e que os números finais poderão ser piores. Em todo o caso, o governante afirmou que Cabo Verde, como nação está munida de energia suficiente para aguentar o choque e os desafios que hão de vir.

Campo Obrigatório