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Campo Obrigatório
13 de Julho 2021

Queda das exportações de componentes automóveis

AICEP

Componentes auto

A AFIA - Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel – anuncia que as exportações de componentes automóveis registaram, neste mês de maio, uma queda de 21 por cento relativamente ao mesmo mês de 2019, tendo-se situado nos 708 milhões de euros.

Desta forma, e analisando as vendas ao exterior durante os primeiros cinco meses do ano, nota-se que foi apenas em março que as exportações se situaram acima do nível verificado em 2019.

Já no que se refere ao acumulado até ao mês de maio de 2021, as exportações de componentes automóveis atingiram os 4082 milhões de euros, o que representa uma diminuição de 4 por cento em relação a 2019.

Note-se ainda que as vendas de automóveis na Europa, e principal destino dos componentes fabricados em Portugal, quando comparadas com o ano de 2019, situam-se 33 por cento abaixo, o que significa que até maio de 2021 venderam-se menos 1,7 milhões de automóveis face ao período de janeiro-maio de 2019.

No que se refere aos países de destino das exportações, de janeiro a maio de 2021 e quando comparados com 2019, Espanha mantém-se na liderança com vendas no valor de 1207 milhões de euros (+7,1 por cento). A seguir surge a Alemanha com 809 milhões de euros (-8,9 por cento), a França com 504 milhões de euros (-20,7 por cento) e, finalmente, o Reino Unido com 202 milhões de euros (-43,2 por cento). Na totalidade, estes países representam 67 por cento do total das exportações portuguesas de componentes automóveis.

É importante voltar a assinalar a boa performance da indústria portuguesa de componentes para automóveis, que num ambiente bastante adverso, consegue aumentar a sua quota de mercado e atingir níveis próximos da pré pandemia Covid-19, o que confirma uma vez mais a resiliência desta indústria.

A situação continua muito instável e a ser muito influenciada pela situação da pandemia, pela escassez de semicondutores e componentes eletrónicos, que está a afetar atividade dos construtores de automóveis. Algumas fábricas de construção automóvel na Europa atrasaram ou tiveram mesmo que parar temporariamente a produção por falta de chips, pelo que esta situação também está a afetar, obviamente, a indústria portuguesa de componentes para automóveis dadas as paragens na produção dos seus clientes.

A todos estes aspetos, juntamos ainda a falta de matérias-primas (aço, componentes metálicos, polímeros, borracha…) ou atrasos no seu fornecimento, aliado ao aumento substancial dos preços das mesmas, o que igualmente está a condicionar fortemente a atividade das empresas da indústria de componentes para automóveis.

Por sua vez, o Brexit continua a atingir negativamente as exportações: desde 2017 que as exportações para o Reino Unido estão em queda, passando dos 458 milhões de euros para os 203 milhões de euros no acumulado até maio de 2021, o que representa uma descida de 56 por cento.

Os cálculos da AFIA têm como base as Estatísticas do Comércio Internacional de Bens divulgadas a 9 de julho pelo INE - Instituto Nacional de Estatística.

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