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Campo Obrigatório
10 de Maio 2021

Portugal e o Reino Unido no pós-Brexit

AICEP

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O Governo português nunca escondeu que teria preferido que o Reino Unido tivesse permanecido na União Europeia. Isto é, que o resultado do referendo de 2016 tivesse sido o oposto. O eleitorado, no entanto, pronunciou-se pela saída e democraticamente o resultado tinha que ser respeitado.

Cinco anos volvidos, é escusado agora reabrir uma discussão sobre os motivos da decisão do povo britânico, continuar a argumentar sobre os “ses” e os “mas”. Este debate está por ora encerrado, o que não significa que não possa eventualmente ser reaberto no futuro. É com factos, realidades, que temos que conviver, não com hipóteses ou desejos, por mais virtuosos que nos pareçam.

Neste quadro, a posição portuguesa foi muito clara ao longo dos últimos anos e meses. Consciente que a relação do Reino Unido com a União Europeia não poderá ser da mesma natureza daquela enquanto Estado-Membro da UE, passando ao estatuto de Estado terceiro, o objetivo foi o de prevenir uma saída desordenada (o no-deal) e negociar um quadro de relacionamento tão próximo quanto possível do que existia até então. Em grande medida estes objetivos foram alcançados, embora se deva reconhecer que a recusa do Reino Unido em integrar a união aduaneira e o mercado interno, assim como a sua autoexclusão de várias iniciativas europeias, não permite uma relação tão próxima e tão “fluída” como desejaríamos. Este ponto é particularmente evidente na área da política externa e outras áreas chamadas de soberania.

Leia o artigo na íntegra na Revista Portugalglobal.

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