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09 de Março 2022

A nova estratégia da União Europeia

AICEP

Elisa Ferreira, Comissária Europeia para a Coesão e Reformas, aponta, em entrevista à Portugalglobal, os principais desafios da nova estratégia da União Europeia, que, em cenário de pós-pandemia, passam, fundamentalmente, por uma recuperação económica que promova a coesão nos Estados-membros da UE, a par da aposta nas transições ambiental e digital.

A Comissária portuguesa considera encorajadoras as previsões económicas mais recentes, defendendo que a nova estratégia da União irá imprimir maior competitividade à economia europeia e contribuir para uma sociedade mais coesa.

Sobre Portugal, sublinha a competitividade da economia e das empresas nacionais, e o investimento na qualificação dos recursos humanos, na inovação e na tecnologia.

Quais as prioridades da Comissão Europeia para o período 2021-2027 e quais as razões (ou motivo conjuntural) que estiveram na base dessa estratégia?

As prioridades da Comissão Europeia para os próximos anos foram fortemente marcadas pelo impacto da pandemia COVID-19 e pela necessidade de “reconstruir melhor”, pois ficou bem notório, nos últimos dois anos, que não podemos simplesmente regressar às formas de produzir e consumir anteriores à pandemia. Os desafios que temos pela frente são por isso claros.

Em primeiro lugar, uma recuperação económica robusta que não deixe parte da sociedade para trás. Os indicadores de crescimento que temos na UE são encorajadores, 5,1 por cento em 2021 e 4 por cento em 2022; e o nível de emprego é já superior a 2019 (anterior à pandemia). Para tal, muito contribuiu a resposta decisiva da parte da UE, mobilizando rapidamente as políticas de coesão e de concorrência para assegurar que as empresas e os trabalhadores tivessem os apoios de emergência necessários, suspendendo o Pacto de Estabilidade e Crescimento e criando um novo instrumento de apoio ao emprego, o SURE, bem como um instrumento financeiro sem precedentes, o NextGenerationEU, que permitiu duplicar os recursos disponíveis através do financiamento no mercado da própria Comissão Europeia. Foi este instrumento que financiou os Planos de Recuperação e Resiliência, que terão um enorme impacto, ou o ReactEU, que veio reforçar os fundos da política de coesão do quadro financeiro 2014-2020 (em execução até 2023). Em Portugal estamos a falar de valores superiores a 40 mil milhões de euros para os próximos anos, entre o PRR e o Portugal 2030. No entanto, sabemos também que a crise teve um impacto assimétrico, com determinadas regiões e setores, mais dependentes de turismo, transportes ou serviços de proximidade, a serem mais afetados. É importante, por isso, evitar que a recuperação abra novas fraturas e reforçar a coesão económica, social e territorial.

Leia a entrevista na íntegra na Revista Portugalglobal.

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