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Campo Obrigatório
29 de Novembro 2022

Impacto do teletrabalho e da geração limbo nas indústrias criativas

AICEP

Cultura e lazer

Nas indústrias culturais e criativas o teletrabalho já era uma prática comum antes da pandemia, mas em consequência desta, algumas empresas alteraram estratégias, culturas empresariais e valores. Por outro lado, conhecer os hábitos de compra e de consumo da “geração limbo” - de jovens adultos que veem os seus projetos adiados – é um desafio complexo para este setor. Tendo em conta a relevância destas duas questões, a AICEP, em colaboração com o FutureCast Lab do ISCTE, acaba de publicar duas análises para ajudar as empresas do setor a conhecer melhor estas mudanças.

Os dois documentos estão já disponíveis - Teletrabalho e Soft Managing nas Indústrias Culturais e Criativas e A Geração Limbo e as Indústrias Culturais e Criativas - e integram o projeto Tendências em Gestão e Marketing Internacional cujo objetivo é identificar as principais tendências internacionais que podem tornar as empresas exportadoras mais competitivas.

Durante a pandemia muitas empresas não se limitaram a alargar o teletrabalho a uma parte mais parte significativa ou à totalidade dos colaboradores e adotaram estratégias que lhes permitiram uma adaptação rápida e bem-sucedida às variações das necessidades e da procura. No relatório dedicado a este tema é feito um enquadramento do conceito de teletrabalho e das mudanças provocadas pela pandemia, sendo também antecipadas algumas trajetórias possíveis de evolução.

As implicações do teletrabalho e soft managing no setor cultural e criativo são ilustradas com os exemplos da BenBella Books, da Musiversal e da Madrigall. No caso da BenBella, o facto de os colaboradores poderem exercer as suas funções em regime de teletrabalho traduziu-se na possibilidade de contratar os melhores profissionais a nível global. Mais de 400 candidatos responderam ao concurso para um cargo de chefia no departamento editorial, dez vezes mais do que era habitual.

Já na Musiversal, uma plataforma de produção musical criada em Portugal, algumas gravações passaram a ser feitas a partir de casa, e no Madrigall, o terceiro maior grupo editorial francês, o trabalho remoto foi prolongado por um período de três anos.

Na análise dedicada à “geração limbo” são sublinhados os impactos da crise e da pandemia em quem nasceu entre os anos 90 do século passado e a primeira década do século XXI e analisados os seus interesses e hábitos de consumo. Esta é uma geração que enfrenta limitações financeiras e dificuldades laborais mas cujos hábitos de consumo são determinados pelas preocupações crescentes com a sustentabilidade e os comportamentos éticos.

O relatório mostra que esta geração frequenta todos os dias as redes sociais, prefere o streaming à televisão em direto, não compra música, mas subscreve serviços e tem nos podcasts uma importante fonte de informação, entre outras tendências que os empresários do setor cultural e criativo não podem ignorar.

Como exemplo de adaptação a estes novos hábitos, são apresentados os casos da Gyldendal, a mais antiga editora norueguesa que passou a recorrer às redes sociais como plataforma para a publicação de livros; da SonoSuite, que desenvolveu uma solução tecnológica para gerir a disponibilização de catálogos de música e o pagamento de direitos de autor; da Genz, uma plataforma para a publicação de livros; e também da Portuguese with Leo, uma solução omnicanal para ensinar português com mais de 140 mil seguidores no YouTube.

Para aceder aos relatórios completos, registe-se ou inicie sessão na área de cliente MY AICEP.

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