Passar para o conteúdo principal
Campo Obrigatório
18 de Junho 2020

Governo pretende injetar capital na companhia aérea SAS

AICEP

Suécia

Como é do conhecimento geral, a pandemia afetou severamente o setor da aviação. Não há memória recente que se assemelhe à paragem quase total do tráfego aéreo que se viveu e levou a que imensas companhias aéreas estejam agora a passar por um período extremamente penoso em termos financeiros.

A SAS, principal companhia aérea escandinava (maioritariamente detida pelo Governo Sueco e pelo Governo Dinamarquês com 14,8 por cento e 14.2 por cento do capital, respetivamente) não foi diferente, ao ponto de hoje em dia a falência não ser uma realidade muito distante.

A 29 de abril a SAS notificou 5000 dos seus funcionários, incluindo 1900 na Suécia, colocando-os em layoff e diminuindo o número de rotas (internas e externas) ao mínimo.

Por esse motivo, o Governo Sueco prontamente interveio e decidiu conceder garantias de crédito de 1,5 mil milhões de SEK (150 milhões €), uma medida que também foi seguida pela Dinamarca e pela Noruega.

Contudo, estes apoios foram claramente insuficientes. Numa fase em que a companhia já começou a reabrir rotas domésticas e internacionais (sobretudo entre os países escandinavos), a SAS afirma necessitar de 12,5 mil milhões SEK (1,25 mil milhões €) para garantir a sua sobrevivência.

Por essa razão, o Governo Sueco anunciou agora a intenção de injetar 5 mil milhões SEK (500 milhões €, dependentes de aprovação da Comissão Europeia), fazendo um pedido formal ao Parlamento para que seja dada autorização para iniciar negociações com a empresa.

Esta injeção foi justificada pelo Ministro dos Negócios, Indústria e Inovação Sueco, Ibrahim Baylan, pelo facto do país ser um grande acionista e querer assumir a sua responsabilidade enquanto tal, para além da SAS ser de extrema importância para as infraestruturas e indústria sueca orientada para as exportações. Os fundos alocados, no entanto, serão condicionais, devendo a SAS comprometer-se na tomada de medidas que ajudem a reduzir as suas emissões de carbono.

“O estado só aceitará uma injeção de dinheiro se a SAS puder cumprir as metas climáticas. É necessário demonstrar que uma estratégia futura pode ser desenvolvida de acordo com a meta dos 1,5 graus do acordo de Paris”, afirmou o ministro dos Mercados Financeiros, Per Bolund.

Desta forma, a bola está agora do lado da SAS que terá de apresentar um plano de recapitalização que deverá incluir, como exige o Governo, uma franca aposta nas questões ambientais.

Quanto aos outros shareholders, o Governo Sueco afirmou que todos os maiores acionistas da companhia devem conceder apoio à empresa, para que os contribuintes não suportem todo o esforço necessário. O governo Dinamarquês também concordou em dar à SAS uma injeção de dinheiro, embora a quantia ainda não esteja clara, enquanto os outros principais acionistas ainda não revelaram as suas posições.

Campo Obrigatório