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Campo Obrigatório
19 de Junho 2020

Exportações de Bens para Cabo Verde voltam a crescer 22,4 por cento no mês de abril

AICEP

Cabo Verde

Apesar dos sinais de grande abrandamento do comércio internacional, em resultado dos efeitos da propagação global da pandemia COVID-19, que já se fazem sentir fortemente na economia Cabo-Verdiana, o relacionamento económico bilateral entre Portugal e Cabo Verde continua a demonstrar o seu excelente momento.

Com as exportações de bens a subirem (22,4 por cento) e as importações a descerem (-34,3 por cento), a balança comercial de bens registou um saldo positivo de 97,1 milhões de euros no período compreendido de janeiro a abril de 2020, face a período homólogo de 2019, correspondendo a um acréscimo de mais 19,8 milhões de euros face ao ano anterior.

O crescimento das exportações e a diminuição das importações de bens verificada, permitiu a Cabo Verde subir da 28ª posição enquanto cliente de Portugal em 2019, para a 22ª posição em  Abril de 2020, ocupando assim com destaque a 5ª posição entre 203 países em termos do saldo da balança comercial de Portugal com o exterior.

Os três principais grupos de produtos exportados de janeiro a abril, foram os Bens Agrícolas que representam (16,1 por cento) das exportações, com um crescimento de 30,9 por cento face ao período homólogo de 2019, os Combustíveis Minerais (15,9 por cento), e os Bens Alimentares (12,1 por cento).

Relativamente às importações de Portugal a Cabo Verde, os três principais grupos de produtos foram o Vestuário que representou (58,4 por cento), o Calçado (24,8 por cento), e os Metais Comuns (1,7 por cento), que apresentaram a maior quebra com menos (84,9 por cento) comparativamente com período homologo de 2019.

Segundo a agência de notação financeira Fitch Ratings, a economia de Cabo Verde deverá recuar em 2020 cerca de 14 por cento, com a dívida pública a subir para 157,1 por cento, e o défice orçamental será de 10 por cento. O turismo (principal setor de atividade que representa cerca de 25 por cento do PIB), em 2021 deverá recuperar para valores próximos dos verificados antes da crise provocada pela pandemia da COVID-19, prevendo-se que a economia do país cresça 8,5 por cento do PIB já em 2021.

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