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28 de Dezembro 2023

Entrevista a Nuno Afonso, CEO da FASTinov

AICEP

Decidir qual é o antibiótico certo para aplicar perante uma infeção muito grave é um desafio para muitos médicos. Por isso, a FASTinov, fundada por três médicos do Porto, desenvolveu um kit que, em duas horas, identifica as bactérias resistentes. A empresa recorreu ao capital de risco e o seu CEO, Nuno Afonso, considera que esta opção permitiu ter acesso a competências de gestão, talento qualificado e apoio nas decisões mais relevantes na vida da empresa.

A FASTinov é uma entidade participada por duas sociedades de capital de risco nacionais. O financiamento via capital de risco foi mais uma opção face ao tradicional financiamento bancário?

A FASTinov é uma empresa tecnológica de diagnóstico médico e é líder tecnológica na resposta rápida às infeções bacterianas graves. A resposta é dada em duas horas em vez das convencionais 48 a 72 horas. A sua tecnologia proprietária foi licenciada à Universidade do Porto, da qual a FASTinov é uma spin-off, através da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e do Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS).

O desenvolvimento de produto em tecnologia médica requer sempre um tempo durante o qual não existem vendas, por isso o recurso a capital de risco surgiu como uma opção natural nessa fase precoce de elevado risco tecnológico e comercial. O capital de risco tem muito valor na mitigação do risco tanto tecnológico como comercial. O financiamento bancário tem um perfil de menor risco e está disponível, em geral, apenas para fases em que os riscos tecnológico e comercial já foram mitigados e existem cash-flows mais estáveis ou outras garantias.

Quais os receios dos fundadores da FASTinov quando decidiram aceitar o financiamento via capital de risco? Esses receios confirmaram-se em algum momento?

Os receios dos fundadores das empresas são, em geral, os da perda de capacidade de decisão e autonomia. No entanto, investidores e fundadores acabam por estar genericamente alinhados na construção da empresa e na criação de valor. Investidores e fundadores têm sempre, em geral, uma relação win-win em relação ao crescimento e valorização da empresa. Há naturalmente necessidade de compreender que um investidor pretende chegar ao fim desse investimento, pois esse é o processo normal do ciclo de investimento de capital de risco. Por outro lado, os fundadores terão uma perspetiva de longo prazo. Na FASTinov houve sempre uma compreensão e alinhamento mútuo ao longo do tempo.

Leia a entrevista na íntegra.

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