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Campo Obrigatório
07 de Dezembro 2023

Entrevista a Margarida Couto - presidente do GRACE

AICEP

É importante apostar na sensibilização das empresas para as questões de sustentabilidade, mas também na literacia dos seus quadros, defende Margarida Couto, presidente do GRACE – Empresas Responsáveis em representação da VdA (Vieira de Almeida & Associados). A principal responsável desta organização, que junta mais de 200 empresas, recorda que “a sustentabilidade de uma organização assenta em três pilares – ambiental, social e governança”.

O GRACE realizou o seu primeiro congresso no passado dia 7 de novembro, e a sustentabilidade foi um tema em destaque. Quais foram as principais conclusões?

A primeira, e uma das principais conclusões, foi a de que a forma como as empresas olham para os temas da sustentabilidade está finalmente a mudar – de outra forma, não teria sido possível o Congresso de Sustentabilidade “More than Green” juntar na mesma sala, durante um dia inteiro, quase 800 quadros de empresas e de outras organizações.

Saímos de lá com a convicção de que essa mudança levará, mais tarde ou mais cedo, a que sejam cada vez mais as empresas que compreendem, não apenas que a sustentabilidade é um fator de competitividade, como que não conseguirão atingir os seus próprios objetivos de sustentabilidade se não arrastarem consigo a respetiva cadeia de valor, incluindo, naturalmente, as PME que a integrarem.

Outra das conclusões foi a de que é agora inequívoco que a sustentabilidade de uma organização assenta em três pilares – o ambiental, o social e o de governança –, não podendo esses pilares vistos como silos, mas antes como alicerces uns dos outros.

O reporte ESG começa pelas grandes empresas, mas irá “arrastar” toda a cadeia de valor. Como se devem preparar as PME?

Sim, o reporte ESG tem de ser feito não apenas ao nível da empresa, mas também da respetiva cadeia de valor. Isto significa que as grandes empresas, obrigadas a reportar, não conseguirão fazê-lo se não recolherem informação, por exemplo, junto das PME suas fornecedoras. É assim forçoso que as PME, para se manterem nas cadeias de fornecimento que atualmente integram, procurem compreender quais são os temas de sustentabilidade que são mais importantes para os seus principais clientes e trabalhem pelo menos sobre esses temas.

Por exemplo, uma PME que tenha como cliente relevante uma empresa determinada em atingir precocemente a meta “net-zero”, terá necessariamente de adotar (e perseguir) um plano de descarbonização. Isto porque esse cliente não conseguirá atingir o objetivo em causa se os seus fornecedores não o acompanharem na redução da pegada carbónica, pelo que acabará por substituir fornecedores que não sejam capazes de se adaptar ao ritmo exigido.

Leia a entrevista na íntegra.

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