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Campo Obrigatório
21 de Julho 2020

Economia de Cabo Verde cresce no primeiro trimestre de 2020

AICEP

Cabo Verde

Segundo os dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) de Cabo Verde, a economia do país cresceu o equivalente a 5,8 por cento do PIB no primeiro trimestre de 2020, face a período homólogo do ano passado. No relatório estatístico das contas nacionais trimestrais, o INE justifica que a evolução resultou do maior contributo dos investimentos e do consumo privado.

Importa recordar que no primeiro trimestre de 2019, a economia cabo-verdiana tinha crescido, em termos homólogos, o equivalente a 4,8 por cento do PIB, e 2,6 por cento comparativamente com o mesmo período de 2018. Face ao último trimestre de 2019 (5,9 por cento), a economia cabo-verdiana contraiu-se em 0,1 pontos percentuais.

No que diz respeito ao consumo, no primeiro trimestre, registou-se um aumentou em termos homólogos de 0,5 por cento, afetado pela quebra de 10,3 por cento dos consumos públicos e apesar do aumento de 4,1 por cento no privado. O investimento aumentou 43,2 por cento, mas as exportações registaram até março uma quebra de 4,6 por cento, enquanto as importações aumentaram 8,5 por cento, também em termos homólogos. 

Cerca de 25 por cento do PIB cabo-verdiano depende do turismo, entretanto o arquipélago encontra-se fechado a voos internacionais desde 19 de março, medida que tem como objetivo travar a progressão da pandemia do COVID-19 em Cabo Verde, sendo que se perspetiva a retoma dos voos para o próximo mês de agosto.

Devido a crise económica e sanitária decorrente da pandemia do COVID-19, o Governo Cabo-Verdiano apresentou no parlamento onde se encontra em discussão, uma proposta de orçamento retificativo para 2020 que ascende os 75.084.978.510 de escudos (aproximadamente 679,1 milhões de euros), o que representa um aumento de 2,6 por cento na dotação inscrita no orçamento ainda em vigor, prevendo-se o recurso ao endividamento público, com o governo a estimar o stock equivalente a 150 por cento do PIB até 2021.

O orçamento do Estado em vigor, previa um crescimento económico de 4,8 a 5,8 por cento do PIB em 2020, na linha dos anos anteriores, uma inflação de 1,3 por cento, um défice orçamental de 1,7 por cento e uma taxa de desemprego de 11,4 por cento, além de um nível de endividamento equivalente a 118,5 por cento do PIB. Todavia, estas previsões foram drasticamente afetadas pela crise económica e sanitária, o que se reflete nesta nova proposta orçamental para 2020, uma previsão de recessão económica que poderá oscilar entre os 6,8 por cento e os 8,5 por cento, uma taxa de desemprego de quase 20 por cento até final do ano, e um défice orçamental a disparar para 11,4 por cento do PIB.

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