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06 de Dezembro 2021

E-commerce no setor agroalimentar: porquê e como

AICEP

Multisetor

O digital e, em particular, o e-commerce são eixos importantes da estratégia para o futuro do setor agroalimentar português. Saiba porque é que exportar através do e-commerce é uma oportunidade para a sua empresa e como usar este canal para chegar a novos mercados, a mais clientes e ampliar o potencial de crescimento da sua empresa.

A integração do setor agroalimentar no e-commerce tem sido mais lenta do que a de outros setores, no entanto nos últimos anos assistimos a uma rápida inversão desta tendência. Os produtos agroalimentares registam em anos recentes uma das maiores taxas de crescimento das vendas no comércio online.

Segundo a plataforma Statista, o comércio online no segmento de comidas e bebidas terá um volume de negócios global de 67.987 milhões de euros, esperando-se um crescimento de 8,4% ao ano até 2024, com um aumento de cerca de 9% no número de consumidores online para este tipo de produtos nestes 4 anos.

Embora tenha partido na cauda, o setor agroalimentar conheceu em Portugal e no mundo uma grande aceleração no uso de e-commerce. O impacto disruptivo provocado pela pandemia COVID-19, ao colocar em causa as cadeias tradicionais de distribuição, aumentou o interesse por soluções de comércio eletrónico e de vendas online e evidenciou a vantagem competitiva de quem já operava, ainda que de forma complementar, através desses canais.

O comércio eletrónico tanto pode alargar o potencial de acesso ao mercado de mais empresas do setor agroalimentar como, se não for devidamente apoiado, pode acentuar ainda mais o fosso entre aqueles estão preparados para tirar partido do e-commerce e as empresas que, não tendo as ferramentas para o fazer, mantêm a dependência de modelos tradicionais de produção e distribuição com as desvantagens associadas.

A este respeito, e para apoiar as empresas, a AICEP analisou o potencial do e-commerce para o setor agroalimentar português e criou o estudo “Diagnóstico E-Commerce do Setor Agroalimentar Português: Potencial para a criação de um Projeto Agregador”. Fique, então, a par dos principais destaques deste estudo e do que fazer para aceder a esta informação.

 

Porquê e-commerce no setor agroalimentar

A grande fragmentação e verticalização da cadeia de valor das indústrias alimentares e de bebidas, que inclui desde a produção agrícola, transformação, distribuição e venda ao consumidor final, reforça os efeitos positivos que o comércio online poderá ter para as empresas do setor, alterando e encurtando esta cadeia.

Esta questão tem especial importância para os pequenos e médios produtores, que são muito prejudicados pelo domínio vertical das cadeias de valor exercido pelas grandes distribuidoras.

O acesso aos mercados é fundamental para estas empresas, mas a falta de escala e de recursos constituem-se como barreiras difíceis de ultrapassar.  O comércio eletrónico está cada vez mais a afirmar-se como um veículo eficaz para ajudar as PME do setor agroalimentar a obter acesso aos mercados, diminuindo a disparidade entre PME e grandes empresas no acesso aos mercados globais.

O e-commerce permite às PME do setor agroalimentar vender os seus produtos com margens mais elevadas, sem as perdas associadas à intermediação, e com uma liberdade maior para adaptar a sua oferta e podendo aumentar o valor acrescentado da sua produção.

Tesco, uma das maiores plataformas de e-commerce alimentar no Reino Unido

 

Como usar o e-commerce no setor agroalimentar

Antes de decidir avançar para o e-commerce, a sua empresa deve ter em conta os fatores internos e externos que podem afetar o seu sucesso neste canal.

Os fatores internos estão relacionados com as características pessoais das lideranças, as competências tecnológicas e comerciais, a disponibilidade financeira, a estrutura organizacional e de negócios, os ganhos previstos e as perceções existentes na empresa sobre o comércio eletrónico.

Outro fator apontado como importante neste processo de decisão é a questão logística. A logística pode ser uma das principais barreiras à entrada para as empresas agroalimentares.

Relativamente a fatores externos destacam-se as tendências e condições de mercado, a concorrência, o ambiente regulatório e político, e a existência, ou não, de parceiros estratégicos. Assim, é importante conhecer não só o consumidor do mercado internacional, mas também as questões logísticas e legais que podem influenciar as suas vendas. Para obter mais informações sobre e-commerce em países específicos consulte a página Mercados Internacionais, selecionando a opção Mercados Digitais.

Uma vez tomada a opção por uma estratégia de e-commerce, as empresas agroalimentares podem escolher cinco modelos:

  • Business to Business (B2B):  transação entre empresas
  • Business to Consumer (B2C): transação entre empresas e consumidores
  • Consumer to Consumer (C2C): transação entre consumidores
  • Consumer to Business (C2B): transação entre consumidores e empresas
  • Online to Offline (O2O): modelo que atrai potenciais clientes de canais online para lojas físicas

Todos estes modelos têm as suas vantagens e desvantagens, sendo os mais conhecidos e usados pelas empresas os modelos B2B e B2C.

A aplicação prática destes modelos pode ser feita de várias formas. No âmbito do estudo “Diagnóstico E-Commerce do Setor Agroalimentar Português: Potencial para a criação de um Projeto Agregador”, destacam-se a criação e gestão de lojas online próprias e a venda através de plataformas de e-commerce de terceiros, os e-marketplaces.

Muitas empresas do setor agroalimentar optam pela criação de lojas online próprias nos seus websites. O sucesso destas lojas online está, em grande medida, dependente do correto aproveitamento de tendências, da criação de canais de comunicação bidirecional com os consumidores e da capacidade de atrair tráfego.

A opção por uma loja online própria deve ser equacionada tendo em conta que a criação, gestão e manutenção tecnológica e de conteúdos do website exige recursos humanos e financeiros significativos e, dependendo das condições do mercado para que se está a vender, o investimento em marketing para gerar um tráfego sustentável para o website poderá ser muito elevado.

Outra opção são as plataformas de comércio eletrónico, normalmente designadas e-marketplaces, onde as vendas são feitas através de um fornecedor de serviços externo que suporta as interações entre as empresas e os consumidores. Através da MY AICEP pode ter acesso a um serviço de recomendação de marketplaces, ficando a conhecer plataformas de e-commerce de diversos países e percebendo quais as mais vantajosas para os seus produtos.

A escolha por vender online através de marketplaces tem vantagens para as empresas agroalimentares, como a grande quantidade de visitas e credibilidade destas plataformas, que aumenta a visibilidade e a probabilidade de venda, mesmo em marcas menos conhecidas, e o investimento próprio do marketplace em marketing, que faz com as empresas não precisem de realizar investimentos tão avultados nesta área. No entanto, no investimento nestas plataformas, devem também ser ponderados fatores como concorrência de produtos semelhantes dentro do marketplace, comissões cobradas pelas plataformas e dependência de plataformas terceiras à empresa.

Para aceder ao estudo “Diagnóstico E-Commerce do Setor Agroalimentar Português: Potencial para a criação de um Projeto Agregador” que contém toda esta informação de forma detalhada, deve fazer login ou registar-se na área de cliente MY AICEP.  Além deste estudo, encontrará guias e outros conteúdos úteis sobre comércio eletrónico e como exportar através do e-commerce.

Veja também:

Guia prático para PME: como exportar através do e-commerce?

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