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19 de Outubro 2022

E-commerce: crescimento do mercado em segunda mão em França

AICEP

França

A sexta edição do estudo “E-commerce & seconde main : l’étude FEVAD x KPMG” sobre a inovação em e-commerce, realizado pela KPMG France e pela Fédération du e-commerce et de la vente à distance (FEVAD), incide sobre o crescimento do mercado em segunda mão em França, uma das disrupções mais importantes dos últimos anos em termos de consumo, bem como o seu impacto em todos os players do mercado. 

Por um lado, o e-commerce em França tem crescido sustentadamente nos últimos anos verificando-se uma média anual de crescimento de 12,6 por cento de 2017 a 2021 (FEVAD, 2022). Segundo a mesma fonte, em 2021, este crescimento foi de 15,1 por cento. Por outro lado, o mercado francês de produtos em segunda-mão está avaliado em 7 mil milhões de euros com previsões de crescimento sustentado (FEVAD, 2022). A combinação destas duas tendências, levam a FEVAD e a KMPG a concluir o seguinte:

Os consumidores online franceses estão a aderir massivamente à compra e venda de artigos usados: 80% da população que compra online admite comprar ou vender artigos em segunda mão;

- 71 por cento dos franceses afirmaram já ter comprado em segunda-mão produtos de cultura e lazer, 51% dizem que estão prontos a comprar telemóveis usados e o número de compras de artigos de moda em segunda-mão aumentou 140 por cento entre 2019 e 2021;

- Em 2021, um consumidor online em dois admitiu ter comprado artigos em segunda-mão durante o ano anterior e 74 por cento dos consumidores online – maioritariamente do sexo feminino – declaram ter o reflexo de verificar a disponibilidade de certo produto em segunda-mão antes de comprar produtos novos;

- O aumento crescente da preocupação em relação a questões ambientais e, simultaneamente, da preservação do poder de compra, tem fomentado uma adesão maciça dos francês ao mercado de segunda mão;

O tradicional modelo de consumo baseado na compra e na posse adotado pelas gerações nascidas até aos anos 80 está paulatinamente a dar lugar a um modelo mais prático e sustentável defendido pelos millenials e pela geração Z.

 Segundo o Statista, os websites e marketplaces preferidos dos consumidores online franceses para comprar produtos em segunda mão em julho de 2022 foram os seguintes: leboincoin.fr com 142.8 milhões de visitas nesse mês, cdiscount.com com 44.8 milhões, ebay.com com 28.7 milhões e Vinted com 27.6 milhões de visitas (Statista, 2022). As categorias de produtos mais compradas em segunda-mão em França são o vestuário (24 por cento dos consumidores de artigos em segunda-mão compraram vestuário usado em 2021), produtos culturais como livros, CDs, DVDs e jogos (13 por cento), calçado (13 por cento), bens eletrónicos (9 por cento) e artigos de marroquinaria (9 por cento) (Statista, 2022). As principais razões para a compra de bens usados em França são a poupança de dinheiro, a compra de artigos de marca, sensação de ter encontrado uma oportunidade imperdível e questões ambientais (Statista, 2022).

Esta tendência pode representar uma oportunidade para as empresas portuguesas dos mais diversos setores de atividade de bens duráveis. Por um lado, empresas de tecnologia que forneçam serviços aplicados a plataformas de compra e venda online encontram em França um mercado com grande potencial de expansão (meios de pagamento C2C, plataformas logísticas, ferramentas de pesquisa simplificada, entre outros). Por outro lado, empresas com marca própria podem explorar a criação de plataformas próprias de troca de artigos de segunda-mão como por exemplo a Sandro, The Kooples ou Petit Bateau. Para além de ser uma bandeira de práticas sustentáveis de uma marca, esta abordagem permite um maior controlo sobre o produto final e a obtenção de uma margem de lucro – mesmo que ínfima - sobre produtos que já não teriam qualquer valor comercial para a marca.

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