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Campo Obrigatório
24 de Junho 2020

COVID-19 – Impacto da pandemia nas PME britânicas

AICEP

Reino Unido

As pequenas e médias empresas (PME) representam cerca de 50 por cento das receitas totais geradas pelas empresas britânicas e 44 por cento da força de trabalho do país. De acordo um estudo recente conduzido pela McKinsey & Company, mais de metade das PME britânicas considera que a economia do país se encontra atualmente “bastante ou extremamente fraca”, e metade antecipa um período de estagnação ou recessão.

Perceções deste género refletem o próprio desempenho comercial das empresas participantes do estudo, que piorou em maio de 2020 em comparação com o mês anterior. A crise da COVID-19 fez-se inevitavelmente sentir na performance das PME: das empresas alvo de análise, 80 por cento tinham reportado receitas similares ou superiores no ano anterior à pandemia. Já no presente ano, também 80 por cento registaram quedas nas suas receitas, para além de outros efeitos colaterais provocados pela crise, como por exemplo a preocupação de não conseguir cumprir com empréstimos contraídos.

Outras das preocupações das PME passa pela (in)capacidade de manter os funcionários nos quadros da empresa e a manutenção das suas cadeias de distribuição. Assim, vaticinam a redução do número de funcionários e o adiamento dos seus projetos de crescimento e expansão.

Entre os setores mais afetados pela pandemia até à data encontram-se os da logística, construção e agricultura (mais de 90 por cento das PME nestes setores reportaram reduções nas receitas), enquanto as menos afetadas enquadram-se nas áreas das ciências, finanças, seguros e educação.

As tendências negativas nas receitas das PME ilustram uma imagem preocupante, simétrica às previsões para o futuro do tecido empresarial britânico. Sob as condições atuais, aproximadamente uma em cada cinco PME acredita que encerrará a sua atividade em agosto de 2020. Este número ascende para 60 por cento até abril de 2021.

As expectativas dos “individual business” melhoraram em maio comparativamente a abril, provavelmente reflexo do apoio que o setor público tem prestado à maioria das PME. No total, 50 por cento das PME do Reino Unido já se candidataram a um plano ou estão a planear tirar proveito do Job Retention Scheme, no qual o Governo britânico comparticipa até 80 por cento do salário de um funcionário, com um teto máximo de £2.500 por mês. Para as empresas com mais de dez trabalhadores, que correspondem a mais de dois terços do total da força de trabalho das PME, cerca de 75 por cento já se tinham candidatado ou planeiam candidatar-se a este programa. Não obstante, as PME continuam a procurar outras formas de apoio governamental.

Por exemplo, de acordo com os resultados deste estudo, quase um quarto das PME solicitou a isenção do imposto sobre a propriedade comercial e um deferimento da obrigação de pagamentos de impostos; um menor número de PME recorreu a empréstimos, requereu a cobertura de despesas médicas com trabalhadores e proteção contra o despejo.

O suporte governamental tem sido particularmente fulcral para as PME de maior dimensão, onde a procura por medidas de apoio é acentuadamente maior. Cerca de um terço das empresas com mais de dez funcionários e com uma receita anual superior a £2 milhões solicitou o adiamento do pagamento de impostos e a isenção do imposto sobre a propriedade comercial. Similarmente, 35 por cento das PME afirma que solicitou um empréstimo ou apoio governamental para sustentar o seu negócio, a percentagem ascende a 55 por cento em PME com mais de mais de 50 funcionários.

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