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Campo Obrigatório
17 de Abril 2020

Covid-19 - Governo Britânico estuda melhor modelo para apoiar startups

AICEP

Reino Unido

Após avisos de top-investors de que muitas startups britânicas estão em risco de colapso devido ao caos provocado pelo surto do coronavírus, o governo do Reino Unido está a definir qual o apoio financeiro a dar às mesmas.

Várias startups, em particular as que estão em fases iniciais de desenvolvimento, apresentam, naturalmente, prejuízos, e, por isso, não são elegíveis para o novo regime de empréstimos estatal para pequenas empresas (exige que as empresas façam prova de boa saúde financeira pré-pandemia).

Um dos modelos discutidos envolve o governo (via banco estatal) conceder empréstimos convertíveis, que seriam pagos pelas empresas após a crise ou transformados em participação social, detida pelo governo. Este modelo pode implicar que o investimento feito pelo governo tenha de ser igualado por um financiamento de capital de risco (VCs), não só para garantir que aquelas startups que solicitam o apoio estão bem suportadas, mas também para contornar quaisquer regras concorrenciais que impeçam simples injeções de capital.

As restantes propostas consideradas pelo Departamento do Tesouro são similares às sugeridas por alguns investidores de capital de risco, como o empreendedor Brent Hoberman. O seu grupo, Founders Forum, está entre um número de investidores que se pronunciou ao Primeiro-Ministro, Boris Johnson, afirmando que a pandemia do Covid-19 ameaça a existência dos empreendedores no Reino Unido, e que sem apoio financeiro, centenas de startups não irão resistir.

Dado que diversas destas empresas estão ainda nas suas fases iniciais, alguns investidores alegam que estas necessitam apenas de apoio estatal suficiente para chegarem à próxima ronda de financiamento. Outro inconveniente à sustentabilidade das startups tem sido a crescente dificuldade de acesso a financiamento por parte das mesmas. A investidora Sequoia Capital, por exemplo, alertou as empresas em que investiu no passado, que novos financiamentos podem baixar consideravelmente, como aconteceu em 2001 e 2009.

A possibilidade de se concederem benefícios fiscais a empresas de áreas da investigação e desenvolvimento ou a possibilidade da InnovateUK, uma instituição governamental que apoia empresas inovadoras, conceder fundos adicionais, estão também a ser equacionadas.

Ainda não há qualquer decisão sobre o apoio governamental às startups, mas espera-se que a escala desta intervenção seja mais modesta, quando comparada aos regimes criados para apoiar as pequenas, médias e grandes empresas.

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