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Campo Obrigatório
08 de Abril 2020

Covid-19 - Economia britânica contrai ao ritmo mais acelerado dos últimos vinte anos

AICEP

Reino Unido

Os dados publicados ontem pela IHS Markit sobre a atividade económica britânica durante o mês de março, registam a queda mais grave na atividade do setor privado desde 1998.

A expectável queda vertiginosa é transversal à produção industrial e aos serviços, e resulta das medidas de emergência aplicadas por diversos países no combate ao surto do novo coronavírus. O isolamento obrigatório e o encerramento de estabelecimentos comerciais levaram, inevitavelmente, à descida abrupta da procura de bens e serviços não-essenciais.

Os indicadores da produção industrial mostram que o número de novas encomendas é o mais baixo desde 2008 e que o nível de expectativas de negócios para o resto do ano é o mais baixo desde que a consultora começou a recolher estes dados, em 2012.

Os resultados nos serviços foram igualmente dramáticos. As atividades de lazer e de atendimento ao público, como hotéis, eventos desportivos, restaurantes e cabeleireiros, foram as principais contribuintes para a o decréscimo de 17.5 pontos no índice de atividade, a queda mais grave desde 2006.

A taxa de emprego registada em março é a mais baixa desde julho de 2009. 

Cumpre enfatizar que o estudo foi elaborado pela IHS Markit com base em dados recolhidos entre o dia 12 e 20 de março, isto é, ainda antes de Boris Johnson ter anunciado o lockdown do Reino Unido.

Os alarmantes resultados fazem adivinhar uma recessão sem precedentes. Em comentário ao estudo, Chris Williamson, Chief Business Economist da IHS Markit, afirmou “Com as medidas adicionais de contenção da propagação do vírus, que deverão paralisar ainda mais a economia nos próximos meses, pelo encerramento de estabelecimentos e possíveis bloqueios, a recessão a uma escala nunca antes vista na história moderna parece cada vez mais provável”.

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