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16 de Agosto 2021

Cartoonista português reconhecido internacionalmente

AICEP

Portugal

Cartoonista português vence concurso internacional promovido pela OIT – Organização Internacional do Trabalho.

O cartoon foi selecionado entre 460 cartoons de 65 países.

Este é um exemplo da multiplicidade de oportunidades que o mercado do Sistema das Nações Unidas pode oferecer para os mais diversos setores, de cartoonistas a empresas fornecedoras dos mais diversos bens e serviços.

Para assinalar o Dia Mundial contra o Tráfico de Seres Humanos, que se comemora a 30 de julho, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a ONG Recursos Humanos sem Fronteiras anunciam quem venceu o concurso internacional (organizado pela OIT e pela ONG Recursos Humanos Sem Fronteiras (RHSF), em parceria com a Associação Cartooning for Peace ) de cartoon sobre trabalho forçado.

Três cartoonistas de Portugal, Uzbequistão e Turquia obtiveram os primeiros lugares num concurso internacional de cartoon destinado a aumentar a sensibilização para a escravatura moderna. Foram escolhidos por um painel de juízes e pelo público, entre mais de 400 participações de cartoonistas de 65 países, que responderam ao desafio "E se o seu lápis fosse uma ferramenta contra o trabalho forçado?

"O trabalho forçado é um assunto complexo”, afirmou Philippe Vanhuynegem, Responsável do Departamento Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho da OIT, "algumas imagens estereotipadas, tais como correntes e bolas, são frequentemente utilizadas para representar a escravatura moderna. Contudo, atualmente, os mecanismos através dos quais uma pessoa pode ser coagida a trabalhar podem ser muito mais subtis, através do engano, confisco de passaportes, retenção de salários, manipulação de dívidas. Estas caricaturas desafiam as perceções do trabalho forçado”.

O painel de juízes era composto por especialistas da parceria Aliança 8.7 contra o trabalho forçado e o trabalho infantil, ativistas e antigas vítimas de exploração, bem como por representantes da Confederação Sindical Internacional, da Organização Internacional dos Empregadores, da Rede Mundial de Empresas sobre Trabalho Forçado da OIT, do Departamento do Trabalho dos EUA, da OIT e da RHSF.

Foram unânimes em atribuir o primeiro lugar ao cartoonista português Vasco Gargalo.  "Desenhar é a minha maneira de expressar a minha opinião e de fazer as pessoas refletirem sobre questões sociais e políticas. O trabalho forçado e o trabalho infantil, fazem parte da minha agenda, uma vez que vivemos num mundo tão injusto e estas questões são muitas vezes invisíveis”, afirmou Vasco Gargalo.

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