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Campo Obrigatório
11 de Janeiro 2021

Aumento das exportações de componentes automóveis

AICEP

Portugal
Componentes auto

Depois da forte queda sentida no 2º trimestre de 2020, a indústria de componentes automóveis continua a demonstrar uma grande capacidade de resiliência. Este foi o quinto mês consecutivo a registar um aumento.

A AFIA - Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel – anuncia o aumento, pelo quinto mês consecutivo, das exportações de componentes automóveis, registando uma subida de 6,4 por cento no mês de novembro, em relação ao mesmo período do ano anterior, tendo aumentado para os 940 milhões de euros.

Desta forma, o acumulado até novembro ficou-se nos 7,9 mil milhões de euros, representando uma diminuição de -12 por cento face ao período homólogo de 2019, o que significa que entre janeiro e novembro de 2020 as vendas ao exterior caíram cerca de 1,1 mil milhões de euros em relação a 2019.

No que se refere aos países de destino das exportações, de janeiro a novembro de 2020 e quando comparados com 2019, Espanha mantém-se na liderança com vendas no valor de 2.379 milhões de euros (-1,0 por cento). A seguir surge a Alemanha com 1.688 milhões de euros (-12,0 por cento), a França com 950 milhões de euros (-25,1 por cento) e, finalmente, o Reino Unido com 543 milhões de euros (-31 por cento). Na totalidade, estes países representam 70 por cento do total das exportações portuguesas de componentes automóveis.

Apesar da melhoria, é importante referir que este acréscimo ainda não compensou a queda do acumulado do ano.

No entanto, e ainda que o meio envolvente se apresente adverso as exportações portuguesas têm resistido melhor face à queda da produção automóvel na Europa, que é duas vezes superior. A produção automóvel na Europa caiu 30 por cento, enquanto que a exportações de componentes automóveis portuguesas caiu 12 por cento, quando em março de 2020 se estimava uma queda de 30%. Este facto demonstra bem o nível de competitividade e resiliência que este setor apresenta em Portugal.

Refira-se, no entanto, que apesar destes resultados mantém-se o clima de imprevisibilidade no mercado, devido às medidas de contenção do COVID-19 que os países europeus estão a ser obrigados a tomar.
 
Os cálculos da AFIA têm como base as Estatísticas do Comércio Internacional de Bens divulgadas a 8 de janeiro pelo INE – Instituto Nacional de Estatística.

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