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21 de Junho 2021

AICEP reforça laços com principais atores do setor têxtil

AICEP

Multimercado
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A Delegação da AICEP em Marrocos realizou a sessão “Portugal-Maroc: Booster les rélations commerciales dans le secteurs textile” com a AMITH - l'Association Marocaine des Industries du Textile et de l'​Habillement.

Trata-se de uma iniciativa dirigida às principais federações e associações setoriais marroquinas com o objetivo principal de aprofundar conhecimento sobre o estado-da-arte dos setores no mercado, compreender o eventual interesse/potencial daqueles por Portugal, identificar oportunidades de negócio para as empresas portuguesas, ou ainda identificar eventual interesse na formulação de parceiras diversas.

Recorde-se que o setor têxtil marroquino foi um dos mais afetados pela pandemia, muito embora já tivesse vindo a mostrar sinais de dificuldades antes daquela.

Em 2020, o setor têxtil e couro realizou 29,82 mil milhões de dirhams, contra 36,93 mil milhões de dirhams, em 2019, ou seja, um declínio de -19,2%. Tal desempenho negativo deve-se, para além das repercussões da crise sanitária, à baixa das vendas fruto do encerramento de lojas e centros comerciais, também a certos problemas estruturais, em particular a forte concorrência da Turquia e da China, assim como ao peso expressivo do setor informal. Tais debilidades viram-se agravadas pela rotura das cadeias de abastecimento das unidades industriais na Ásia, em particular da China, bem como pela redução da procura externa, em especial de Espanha e França (ex. vestuário confecionado).

Marrocos tem vários desafios a ultrapassar, dada a sua excessiva concentração em termos de produção na subcontratação (60%); na redução de oferta de coleções próprias (10%); na parca co-contratação (30%); na excessiva dependência de dois mercados (Espanha e França) que representam ¾ das exportações totais de Marrocos; ou no facto da maioria das empresas exportarem apenas para um ou dois mercados.

Também a fraca integração dos produtos marroquinos impedindo o acesso a novos mercados, como por exemplo, aos que oferecem compradores de média e pequena dimensão, portanto com procura de produtos finais; a subcapitalização das empresas; a lentidão da modernização do setor em face da rigidez das estruturas familiares ou na reticência na abertura do capital; ou ainda ao peso excessivo de unidades informais não integradas no circuito estruturado, quer da produção, quer da comercialização, são fatores que têm concorrido para a perda sucessiva de competitividade do setor.

Mais uma vez, Portugal é considerado como um mercado incontornável para Marrocos, tendo ficado acordado entre as partes desenvolver um trabalho colaborativo com a AICEP e principais atores portugueses do setor, no sentido de se consolidar um programa de ação para consolidação de parcerias estratégicas nas áreas do investimento, exportação e formação profissional.

Para informações adicionais, os interessados poderão contactar a delegação da AICEP em Rabat-Marrocos.

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